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Entre o Amor e a Guerra – Por Gilvan Azevedo e Ritinha Oliveira

Publicado dia 26/02/2018 às 15h37min | Atualizado dia 20/03/2018 às 22h03min
Duelo virtual de casal de poetas cearenses diretamente para o IGS Web, Confira:

Gilvan Azevedo

 

Ritinha de Oliveira

Tu hoje vai apanhar

Vou te colocar nos eixos

No morão encabrestar

Poetisa igual você

Não sabe o que é rimar

 

 

Ritinha Oliveira

 

Acho bom tu se calar

Você tome seu intento

Pois eu não uso cabresto

Me respeite seu nojento

Mas tenho um aqui guardado

Pra você  que é um jumento!

 

Gilvan Azevedo

 

Mude logo o pensamento

"Croja" malamanhada

Da venta de jararaca

E da bunda atravessada

Com porrete de repente

Vou te dar uma lapada

 

Ritinha Oliveira

 

Você é uma fachada

Que não possui gabarito

O meu verso vira hino

O seu não vira um bendito

Na poesia eu sou águia

Que devora seu "sibito"

 

Gilvan Azevedo

 

Você só quer ser um mito

Mas seu verso é sem postura

Porém quando eu versejo

A platéia vai a loucura

Tu é doida  atrapalhada

Igual queda de tanajura

 

Ritinha Oliveira

 

Coitadinha da cultura

Que sofre o sacrifício

Se tua platéia é louca 

Acho muito desperdício

Pois acho que tu declama

É só dentro de hospício!

 

Gilvan Azevedo

 

O meu verso tem ofício

A rima tem precisão

Já  enfrentei poetisas

As  ruins foi de montão

Mas seu nome ta no topo 

Das piores do sertão

 

Ritinha Oliveira

 

Eu já tenho tradição

Já formei o meu legado

Poeta assim como tu

No verso matei um bocado

Nunca eu soube se algum

Já tenha ressuscitado!

 

Gilvan Azevedo

 

Eu acho muito engraçado

Da gente se admirar

Toda peleja que vai

Só serve pra  apanhar

Volta pra casa chorando

Pedindo pra consolar

 

Ritinha Oliveira

 

Vive a me envengonhar

Mesmo assim com tu "noivei"

Como poeta é ruim

Como noivo me lasquei

Pois depois de algum tempo

Descobri que tu é guei!

 

Gilvan Azevedo

 

Foi eu que me enganei

Com a nossa relação

Apesar de ser bonita

E demostrar sedução

Ti vi ontem a tardinha

Beijando um sapatão

 

Ritinha Oliveira

 

Não levante falso não

Pois vai perder cada dente

Além de tu ser viado

Essa peste ainda mente

Mas se eu virar sapatão

É culpa tua somente!

 

Gilvan Azevedo

 

Com você tô descontente

Fui um homem pra valer

Só achava muito estranho

Pois ouvir você dizer

Que amava muito ela

E eu nada de entender

 

Ritinha Oliveira

 

Pra todos eu vou dizer

Que ele diz ser afamado

Realmente é verdade

Tem seu marco registrado

Onde ele passa já dizem:

Lá vai o poeta viado!

 

Gilvan Azevedo

 

Pouco estou preocupado

Não sabe o que tá dizendo

Já tô é com pena dela

A garapa ta escorrendo

Da pisa que ta levando

Faz tempo que ta gemendo

 

Ritinha Oliveira

 

Tu de dor tá padecendo

É preciso que eu diga

Levou uma surra de mim

Eu furei tua bexiga

Pra lascar tu, um jumento

"Vei" e comeu tua espiga!

 

Gilvan Azevedo

 

Por isso não faço briga

Mas você se enganou

Não culpe o jumentinho

Pois ele tem o pudor

Foi tu! a morta de fome

Que a espiga roubou

 

Ritinha Oliveira

 

Falso tu me levantou

Eu vou falar da filmagem

Deram um zum em você

Numa grande fuleragem

Dando pisa em uns porcos

Pra comer sua lavagem!

 

Gilvan Azevedo

 

Vamos deixar de bobagem

Meu pedaço de paixão

Tu ,é mulher arretada

É a minha inspiração

É a poetisa dona

Do meu ser e coração

 

Ritinha Oliveira

 

A nossa linda união

Ela está entreleçada

Nas linhas da poesia

No amor também selada

E em breve no casamento

Nossa alma é consagrada

Fonte: Gilvan Azevedo e Ritinha Oliveira


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