Economia

Pix: Banco Central limita transações à R$ 1 mil para evitar golpes

Publicado dia 01/09/2021 às 01h43min | Atualizado dia 14/09/2021 às 23h31min
Mudança no limite do Pix valerá para o período da noite, entre 20h e 6h. Veja:

O Banco Central anunciou na última sexta-feira (27) novas medidas de segurança para evitar golpes e fraudes com o Pix, ferramenta de pagamentos instantâneos. O Pix passará a ter um limite de valor total transacionado de R$ 1 mil no período noturno, entre 20h e 6h para pessoas físicas e Microempreendedores Individuais (MEIs). 
Se o cliente desejar um limite maior, ele poderá fazer esse pedido de alteração, explica o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC. Além disso, os bancos e outras instituições financeiras agora terão prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para efetivar um pedido do usuário para aumento do limite de transações por Pix, boleto, TEDs e DOCs e cartão de débito.
A ideia é impedir a possibilidade do aumento imediato e diminuir as situações de risco. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já havia afirmado que medidas seriam adotadas para tornar o Pix, sistema bancário de transferência instantânea, mais seguro para os clientes. Ultimamente, criminosos têm obrigado vítimas a transferir dinheiro para conta de terceiros por meio da ferramenta. 
Outras medidas também serão tomadas:
Permitir que os participantes do Pix retenham uma transação por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para a análise de risco da operação, informando ao usuário sobre a retenção;
Tornar obrigatório o mecanismo, já existente e hoje facultativo, de marcação no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) de contas com indícios de utilização em fraudes no Pix. Permitindo consultas ao DICT para alimentar os sistemas de prevenção à fraude das instituições, de forma a coibir crimes envolvendo a mesma conta em outros meios de pagamento e com outros serviços bancários.
Exigir que os usuários do Pix adotem controles adicionais em relação a transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou os chamados laranjas.
Determinar que os participantes de arranjos de pagamentos eletrônicos compartilhem, tempestivamente, com autoridades de segurança pública, as informações sobre transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas;
Exigir histórico comportamental e de crédito para que empresas possam antecipar recebíveis de cartões com pagamento no mesmo dia, reduzindo a ocorrência de fraudes
As medidas devem se tornar efetivadas em algumas semanas porque as instituições financeiras precisam se adaptar, de acordo com o BC.


O PIX já é um SUCESSO, é o 2º meio de pagamento à vista mais usado em menos de um ano
Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que divulgou nesta segunda-feira (30) um levantamento, apontando o sistema de pagamento eletrônica e instantâneo PIX, do Banco Central, como o segundo meio de pagamento à vista mais usado pelos brasileiros, em menos de um ano.

Segundo a pesquisa, as modalidades mais utilizadas pelos brasileiros na hora de pagar são: dinheiro (71%), PIX (70%), cartão de débito (66%) e cartão de crédito (57%).
“O número de usuários que já fizeram ao menos uma transação por PIX está próximo de 80 milhões. ”
Cerca de 88% dos brasileiros destacaram que além de transferências para amigos e familiares, usaram para o pagamento das seguintes contas:
Serviços (40%);
Compras pela internet (26%);
Compras de alimentos (18%);
Restaurantes (17%);
Consultas médicas (12%).

Fonte: Keline Cristina/Contadora K