Economia

Chuvas: Produtores águas-belenses podem ter prejuízo de mais de 3 milhões até o fim do mês

Publicado dia 17/07/2022 às 18h48min
O município que é um dos principais produtores de leite do estado amarga prejuízos graves. Inflação do alimento para consumidores comum chega a 75% no acumulado de 12 meses

Muitas pessoas já viram uma realidade difícil de acreditar, onde o que assolava a região até pouco tempo, a estiagem e havia um clamor pelas chuvas, agora o papel inverteu-se e se faz pedidos por alguns dias de estiagem. Em uma análise rápida, é possível observar diversos danos ocorridos nas mais diferentes estruturas seja de auxílio ou da própria produção: estradas intransitáveis, barragens rompidas, animais em situações complexas, inclusive atolados em cercados, o que eu além de doenças pode ocasionar até a perda.

 

E isso tem sido analisado também, logicamente, na questão financeira, e a situação é avassaladora: segundo estimativas apresentadas pelo secretário de Desenvolvimento Rural do município, André Paixão, o município produz 75 mil litros de leite por dia, nesta perspectiva, pode estar ocorrendo um prejuízo de aproximadamente 120 mil reais por dia, o que ao fim do mês levando em consideração essa mesma estimativa, totaliza 3 milhões e 600 mil reais. Os impactos disso são sentidos diretamente na economia, onde a cadeia produtiva do leite é um dos pilares de todo o sistema.

 

Além dos danos do grande ao pequeno produtor, isso também impacta no dia a dia do cidadão comum, pois há um aumento local da inflação sobre os alimentos, onde o leite é um dos principais componentes. Na cidade, o preço do litro do leite de gado entregue diretamente ao consumidor, já fica entorno de R$3,50. Para se ter uma ideia, a cerca de um ano, o mesmo produto custava por volta de R$ 2,00. Segundo o economista águas-belense Mailson Marques, este aumento no valor do preço “não representa dinheiro no bolso do produtor, mas sim aumento no custo para a produção de leite, onde a alimentação concentrada (farelo), aumentou pelo menos 41% neste último ano devido principalmente ao aumento de 70% do preço do milho, já a manutenção do pasto subiu pelo menos 14% devido ao aumento de fertilizantes”. O economista é incisivo em afirmar que o cenário não traz indicadores favoráveis a manutenção dos preços baixos e alerta o leitor para buscar uma boa educação financeira para superar os períodos de juros altos e custos de alimentos subindo até o final do ano.

 

Em breve, traremos mais dados sobre o impacto que incide no comércio local.

 

 

 

 

Fotos: Divulgação

Fonte: Ildebrando Gutemberg - Redação IGS Web